Chat com Avenged

01/08/2010 17:25

Dia 29 de Julho, o Avenged Sevenfold fez um chat pelo ustream respondendo perguntas de fãs, segue abaixo resumo das perguntas mais importantes:

Entrevista:

 

Escolham algumas faixas do Nightmare e fale sobre o que elas são

Zacky: Estamos orgulhosos de todas, mas uma música que realmente define o álbum é “Save Me”, ela é pesada, melódica, a letra é muito poderosa.

Matt: Todos falam sobre “Victim” que ela soa um pouco como Pink Floyd. Ela é bem emocional e tem meu solo de guitarra preferido, e não tive que cantar metade dessa música, o que foi legal. Na verdade foi o Johnny. “Victim” e “Save Me” são minhas favoritas.

Syn: Queria falar sobre “Save Me” porque gosto muito dessa música, Rev nos trouxe a base e estava muito orgulhoso pois nunca achou que fosse capaz de escrever algo para o Avenged Sevenfold, e quando começamos a explorar um pouco nosso estilo, isso permitiu que ele se arriscasse e acho que essa música o deixou muito feliz porque é a cara da banda, e nós ficamos muito orgulhosos dele. “Fiction” é muito emocionante e ela faz sentido, meu melhor amigo está ali, Jimmy é uma lenda, e ele escreveu uma profecia de sua morte e uma despedida e isso foi brilhante, é um de seus presentes finais.


Sobre a arte do álbum, como ela surgiu e o que ela significa para a banda

Zacky: É algo importante para todos, porque ilustra o que nós sentimos e naquela época, eu pessoalmente, estava tentando capturar o espírito do álbum que era pesado, por causa das circunstâncias. Pra mim, é como eu me sentia toda noite, quando eu acordava com pesadelos terríveis e anda pela casa que era totalmente escura, exceto pela luz da lua e é um sentimento ruim quando você acorda de um pesadelo, e acho que a capa mostra muito isso e eles ajudaram a ir em uma direção que todos queriam e não sei, acho que falei demais e não respondi muita coisa.

Matt: Acho que a capa está maravilhosa, estamos muito orgulhosos. Zacky passou muito tempo fazendo e é uma arte clássica, tem o Deathbat, o túmulo do Rev e como ele disse, mostra o que nós sentimos, é uma expressão artística obscura assim como a música.


 

Uma revista publicou que “Nightmare” seria um álbum conceitual, vocês podem explicar isso?

Zacky: Por acaso foi o Mike Portnoy que perguntou isso?

Matt: O conceito não foi escrito completamente ainda, eu sabia que teríamos que sair um pouco de religião, sociedade e o que anda acontecendo no mundo. Álbuns conceituais como o “The Wall” e “Operation Mindcrime” todos esses discos tem assuntos conceituais e eu queria isso para o nosso álbum, porque eu queria falar não só com a música, mas também com as letras sobre um assunto e não ter várias músicas aleatórias. Todos ajudaram e Jimmy se interessou muito por isso e ele tinha uma cabeça tão louca e eu queria muito ver o que ele ia fazer, você jogava as coisas para o Jimmy e ele aparecia com algo brilhante, então não podia dizer direito qual seria o conceito do álbum, mas eu sabia que tinha escrito as letras para “Nightmare” porque eu sabia que queria que o álbum começasse assim, eu estava preparando o que viria a ser o conceito, aquele desligamento do mundo real, como se alguém fosse acordar de um sonho, ou talvez não. Eu disse talvez não porque no começo eu queria que parecesse óbvio que fosse um sonho mas que depois não seria, porque é idiota quando alguém acorda de um sonho. E conceito acabou sendo a morte do Jimmy, infelizmente.

 

 

Por que a música “Lost it All” entrou apenas como bônus?

Johnny: Porque todo álbum tem uma música bônus.

Syn: Nós queríamos um álbum que fosse uma compilação de músicas que combinam entre si tanto em estrutura como formato que representasse perfeitamente o álbum “Nightmare” e quando você colocava a “Lost it All” entre as músicas não parecia que combinava, E um álbum do Avenged Sevenfold você tem que escutar da primeira a última música e por isso trabalhamos tanto para fazer um álbum com músicas que combinam.

Matt: E se você colocar “Lost it All” em qualquer lugar daquele álbum não ia combinar e tem gente que vai discordar, mas nós somos os chefes.


A próxima não é bem uma pergunta mais um comentário de uma garota chamada Amy: “Não posso imaginar o que vocês tem passado nos últimos meses, mas nós como fãs agradecemos tudo o que vocês tem feito. É muito importante para a gente ter vocês aqui como uma banda e lançando um álbum”

Banda: Obrigado

Matt: E para os fãs, a razão pela qual o “Nightmare” foi terminado é por causa deles, eles nos seguraram nos momentos ruins e o que emocionou foi o fato de que as pessoas entendiam o Jimmy mais do que eu imaginava. Eles o entendiam só pelos DVD’s, os shows ou os que o conheceram, que viram seus comentários e as letras que ele escrevia, eles sabiam quem era o Jimmy e muitas bandas não tem isso. E ver esse amor nos ajudou muito a terminar o álbum dele.


A música “Danger Line” é muito boa, vocês sempre parecem apoiar o exército, o que os inspira nisso?

Zacky: Nós conhecemos muitos deles e temos amigos e gente na família Avenged Sevenfold no exército e conhecemos as tropas, muitos são jovem como nós e o que eles estão fazendo é muito corajoso e assustador.

Syn: E eles fazem isso sendo tão jovens, as vezes são ingênuos e inocentes e de repente são jogados nisso, é meio maluco.

Matt: E a maioria gosta de Rock ‘n Roll, então temos que prestar uma homenagem, tem gente muito corajosa lá protegendo nosso país e arriscando suas vidas por nós e o mínimo que podemos fazer são músicas boas para eles.


Existem demos como a do “Nightmare” que foram lançadas com Jimmy na bateria, como foi ter isso lançado?

Matt: Foi lançada em um momento meio confuso, tem tanta coisa acontecendo com o álbum que eu ainda não tive tempo para pensar, espero que as pessoas entendam que quando o Jimmy estava gravando a bateria, ele sentava, ouvia a música uma vez e pronto. Não tocava de novo até ter que fazer as partes finais e os retoques. Então essa demo foi o Jimmy ouvindo a música uma vez em silêncio e depois “Ok, vamos lá” e ele apertava o “Record” e gravava pela primeira vez e isso que era tão especial nele, ele entendia a música. O tempo mudava e ele tocava perfeitamente e é uma técnica que muita gente subestima, aquilo foi maravilhoso e eu queria muito ter visto o que ele faria com esse álbum, mas ele fez um ótimo trabalho com o que nós tínhamos, e Mike Portnoy também fez um ótimo trabalho interpretando o que Jimmy queria, Então a demo de “Nightmare” não está ali para impressionar ninguém, é para os nossos fãs que queriam ouvir e sentir o que o Jimmy fez na bateria, porque ele tinha algo diferente.


A música “Fiction” tem atraído muita atenção, mas a música que me faz chorar todas as vezes é “Victim”, como foi o processo de composição e gravação dessa música?

Matt: “Victim” foi a primeira música escrita para esse álbum, e eu lembro de compor durante a turnê e era uma música grande e desajeitada, e o Mike nos ajudou muito com isso. Sobre as letras, obviamente foi muito difícil gravar, mas eu tive uma inspiração em “Funeral for a Friend” do Elton John e ela combinou muito com as coisas que eu estava sentindo no dia em que soube da morte do Jimmy, então foi muito difícil. A música é maravilhosa e foi bom ter escrito uma letra que combine, por mais obscura e depressiva que seja para uma música tão bonita.


Vocês tem a turnê Uproar vindo, e todos querem saber o que vocês vão fazer depois disso

Matt/Johnny: Europa, América do Norte, Japão, BRASIL, e todos os lugares.


Falando sobre a turnê, como foi o primeiro show com o Mike?

Syn: Com certeza foi assustador, ele trabalha demais e por mais louco e doce que ele seja, ele trabalha demais e voou até lá no dia do show e no dia do ensaio ele tinha vindo direto do Japão. Tivemos dois dias de ensaio, mas o primeiro dia e meio foi aprendendo as músicas, ele sabia mas queríamos revisar algumas partes, e acabamos tocando o set inteiro só uma vez então foi assustador. Quando você sobe no palco só se concentra em tocar as músicas direito, mas pisar no palco pela primeira vez foi muito surreal pra mim, todos os cartazes dos fãs, e fazia muito tempo, então foi bom ve-los novamente.

Matt: E eu esqueci todas as letras, porque tinham tantos cartazes para o Rev que eu comecei a ler e me perdi. Foi meio louco, mas muito emocionante, os fãs são demais. Quando “Nightmare” começou eu nunca tinha ouvido tanta gente ao mesmo tempo, então foi muito insano e engraçado olhar o Mike la atrás, dava pra ver que ele estava impressionado, obrigado a todos de Montreal, foi maravilhoso.


E notei que vocês tem usado o mesmo colar, e de alguma maneira sei que eles representam o Rev, vocês podem explicar?

Matt: É uma parte da bateria do Jimmy, o Jason fez isso antes que a bateria fosse para o Hard Rock em Las Vegas como uma homenagem, ele cortou alguns pedaços e fez isso para a gente e para a equipe e amigos do Jimmy. É um pedacinho da bateria para que se lembrem deles.

 

 

Existem mais músicas bônus do “Nightmare” para serem lançadas?

Matt: Tem mais uma música, e vai sair um dia.


Vocês vão ficar desapontados se o álbum não ficar em primeiro lugar?

Banda: Sim, muito desapontados [risos]

Syn: É isso, estamos fazendo tanta propaganda desse álbum porque queremos continuar o legado do Jimmy, esse foi o último trabalho dele, então quero que fique conhecido, estou mandando mensagens pras pessoas e nunca fiz isso por nenhum outro álbum, mas não me importo porque quero que isso seja grandioso, a família dele quer e os fãs também.

Matt: E no fim do dia nós já ultrapassamos as expectativas com esse álbum, principalmente na primeira semana, só queremos que os fãs aproveitem, é um álbum que você precisa ouvir várias vezes para entender, seria muito legal se ficasse em primeiro.


Vocês esperavam lançar seis álbuns e ter um grupo tão fiel de fãs na idade de vocês?

Matt: Sempre fomos sonhadores, mas é um processo lento, nossos fãs tem nos apoiado muito e eu não posso dizer que há 10 anos atrás eu esperava por isso, mas sempre sonhei e nós temos trabalhado muito tentando gravar bons álbuns, e fizemos isso com muita credibilidade e sempre evoluindo com os fãs envolvidos.

Zacky: Tenho 28 anos e já me sinto velho.

Matt: O Fígado do Johnny tem 45 anos.


Qual foi o melhor e o pior show?

Syn: Vou contar o pior. Eu caí sozinho no palco durante um solo, eu me redimi e toquei bem na noite seguinte, mas eu estava fazendo o solo e tinha chovido, e ficava pulando pra lá e pra cá e sabia muito bem que era uma má ideia mas fiz mesmo assim porque M. Shadows fazia e não acontecia nada então eu decidi tentar. Eu escorreguei e a pior parte foi que eu escorreguei devagar e tentei consertar e fingir que era uma pose, mas eu caí, chutei minha própria cabeça e meu chapéu caiu, mas eu levantei e terminei o solo e… chorei

Matt: Eu estava no backstage, ouvi um barulho e depois o solo parou, aí pensei “ele caiu!” olhei e vi o Gates se levantando. Meu show preferido foi o Sonisphere 2009, o último show que tocamos com o Rev e foi com o Metallica na Inglaterra, tinha muita gente e tocamos muito bem, me lembro que o Jimmy estava com uma barba enorme e eu de cabelo grande, estávamos ridículos e lembro que naquela noite nós fomos expulsos para sempre de um hotel em Londres porque Johnny e Jimmy estavam no corredor gritando “Serviço de quarto!” pra todo mundo e correndo, um funcionário chegou e viu os dois comendo alguma coisa, Jimmy gritou com eles e continuou a comer então fomos expulsos daquele hotel para sempre. Então fomos pegar o avião de volta e foi o voo mais horrendo e vergonhoso de todos, Jimmy andava pelo corredor caindo nos outros e gritando com o Johnny. Era sempre muito divertido com o Jimmy, você nunca conseguia ficar bravo com ele por mais que zero segundos. Foi um ótimo show e nos divertimos muito, fico feliz que ele tenha tocado com o Metallica que era sua banda preferida, era algo que ele sempre quis fazer.

 

 

A primeira vez que vocês usaram o Deathbat, imaginavam que esse símbolo viraria um ícone?

Zacky: Sim

Syn: A gente esperava que sim, por isso usamos isso, a gente queria algo que nos representasse sem palavras.

 

 

Qual o significado de “God Hates Us?”

Matt: É uma música brava, não sou religioso então é mais uma metáfora sobre o que você sente quando ouve aquelas palavras, e os gritos de “God hates us – God saves us” e “Total Nightmare” foram escritos com o Jimmy, estávamos sentados e eu disse “E se fosse ‘God hetas us’” e ele disse “Grite isso!” ele sempre gostava dessas coisas malucas.

 

 

Na entrevista da Wallmart Soundcheck vocês falaram que mudam de música preferida toda semana, quais são suas músicas preferidas essa semana?

Matt: Eu amo “Nightmare”, “Buried Alive” e “Save Me” essas são minhas preferidas. Mas eu gosto de metal progressivo e pra mim vai chegar uma hora em que “Nightmare” já vai ter tocado demais pra algumas pessoas, mas pra quem nunca ouviu essa música, nem mesmo no rádio, ela acaba se tornando sua preferida. Eu adoro como a “Buried Alive” é progressiva, tem sete minutos e dois refrões, são praticamente duas músicas diferentes em uma e elas combinam. “Save Me” tem onze minutos de ótimas guitarras, adoro as guitarras dessa música e as bridges depois do solo. Essas são minhas três favoritas.

 

 

Qual o solo mais difícil? Foi ao vivo ou em estúdio?

Matt: Aquele que ele caiu

Syn: O mais difícil… ao vivo? Ainda não consigo tocar o solo de “Beast and The Harlot”, é rápido demais, mas os meus favoritos estão no álbum novo. Na “God Hates Us” eu faço umas coisas legais, não é tanto sobre as notas, é mais sobre como eu me sinto, ela tem muitas passagens.

 

 

Vocês querem dizer mais alguma coisa sobre o álbum ou a turnê?

Matt: A turnê está sendo muito divertida, temos uma produção legal para o Uproar com pirotecnia e coisas assim, estamos muito animados. E mesmo se o álbum não ficar em primeiro lugar, estamos orgulhosos de vocês, obrigado por comprarem o álbum como vocês sempre fazem. Isso é muito importante para nós, falem para os seus amigos e aproveitem. Vemos vocês mais tarde.