Revista Kerrang! trás a maior entrevista com M.Shadows.

05/12/2012 00:22

 

A Revista Kerrang! trouxe uma entrevista com M.Shadows onde ele comenta sobre escrever e filmar “Carry On” para o Call Of Duty: Black Ops 2, o novo álbum do A7x e o futuro da banda:

 

 

“Cheryl, da DevilBearRock, foi gentil de tirar algumas fotos da entrevista e nos mandou para que pudéssemos colocá-las aqui pra vocês.

Fãs observadores acreditam que o ex-baterista (The Rev) pode ser visto tocando com seus companheiros. A aparição do Avenged tocando “Carry On” é uma surpresa especial para os que detonam o jogo “Call of Duty: Black Ops II”. No entanto, alguns fãs acreditam que existe uma faixa bônus guardada. Vê a figura granulada escondida no balcão do show do A7X no game? Reconhece que parece com alguém que você conhece? Bem, um número considerável de fãs acreditam e reconhecem que é uma homenagem do Call of Duty ao baterista The Rev, que morreu em 2009. Infelizmente, não é a mesma opinião de M Shadows. “Vi pessoas dizendo isso”, ele responde. “A possibilidade de incluir The Rev foi mencionada, mas seria muito estranho. Realmente, a última coisa que gostaríamos de fazer é incluí-lo em algo que, obviamente, não tem sentido. Por agora, estamos todos seguindo em frente”, conclui. “Amamos e sentimos saudades do The Rev, mas não seria certo ou apropriado colocá-lo em um jogo.”

 

K: Como estão as coisas no mundo do Avenged Sevenfold?

M SHADOWS: “Está tudo indo bem, estamos muito ocupados colocando algumas músicas no novo álbum. Estamos ocupados como podemos com as coisas do Call of Duty, mas na realidade, nosso foco agora é basicamente o novo álbum que está chegando.”

 

K: Qual é a história de Carry On? Vocês já tinham ela na reserve ou foram abordados pelo pessoal da Treyarch para escrevê-la?

M SHADOWS: “Ela foi uma coisa que escrevemos completamente separado. Não fazia parte de nenhum processo de escrita do disco. Ele se aproximou de nós, nos disse suas ideias sobre o jogo e explicou que nós tínhamos que escrever com algumas limitações em mente. Não era nada de importante – apenas algumas coisas como manter a música com menos de quatro minutos de duração e escrever algo rápido o suficiente e que encaixasse certinho com o contexto dos créditos no fim do jogo. Nós nos divertimos muito com isso e começamos a fazer o que era, essencialmente, nossa versão do velho thrash. Eu acho que foi uma abordagem interessante, porque era muito diferente do que estamos acostumados.”

 

K: Qual foi a sensação de fazer todas as capturas de movimentos?

M SHADOWS: “Foi incrível. Foi muito divertido, mas como qualquer coisa, quando você vai até o fundo e fica envolvido com o trabalho, é muito meticuloso. Coisas como fingir que você está gritando, mas você não tem permissão para mover muito a cabeça, demora pra se acostumar. E nós tivemos que executar partes da música várias e várias vezes. Essa parte não era muito divertida, mas quando você vê como fica quanto tudo está junto e quão legal o resultado fica no final, definitivamente valeu a pena.”

 

K: Além da turnê Asiática e o Orion Festival com o Metallica, tem sido um ano bem calmo para o Avenged. Vocês têm ficado ocupados nos bastidores?

M SHADOWS: “Quer saber, cara? Nós estamos mais ocupados do que nunca esse ano. Nós estamos escrevendo o novo disco e está sendo um grande desafio para nós. Talvez nós não tenhamos aparecido tanto esse ano, mas não quer dizer que temos dado duro no trabalho. Ficar longe do publico tem sido apenas para mantermos nossas energies em terminar esse novo álbum. Existem um monte de outras coisas em que estamos trabalhando também, o que eu lamento dizer que não podemos realmente falar ainda. Não porque não quero, porque estamos amarradões com isso, mas apenas porque se nós conversamos sobre isso agora iria estragar o impacto do quão legal essa coisa vai ser quando nós revelamos. Além disso, quase não temos um momento para relaxar… 2012 tem sido um ano de recargar as energias e se preparar para voltar muito mais forte no próximo ano. Nós ainda estamos escrevendo, então o trabalho ainda não está pronto também.”

 

K: Quanto tempo para o próximo álbum?

M SHADOWS: “Eu diria que estamos próximos dos 60 para 70 por cento escritos  neste momento. A parte mais difícil foi escrever sem o The Rev por perto. Ele poderia melhorar umas três ou quatro músicas para ficarem perfeitas. A gente se estabeleceu uma direção na qual esse álbum poderia tomar, e agora nós temos a idéia clara de como ele vai soar. Ter essa claridade é libertador.”

 

K: O que você pode nos dizer sobre essa direção?

M SHADOWS:: ” Eu não sei se posso falar muito sobre isso agora, mas eu posso falar sobre o que não é, que é tão importante quanto. Eu olho em volta agora e eu vejo um monte bandas de rock e metal entrando na onda do dustup e da eletrônica, incorporando essa merda ao som deles. Isso não é a gente. Não estamos interessados nisso. Se existe alguma coisa, nós estamos indo praticamente na direção oposta, por puxarmos cada vez mais para a “old school”. Digo, nós estamos indo pra trás nisso, para uma pegada mais Black Sabbath, com um dos sons mais pesados que já fizemos.”

 

K: Isso é uma reação contra essa tendência ou simplesmente um resultado do que vocês vêm ouvindo?

M SHADOWS: ”Eu acho que ambos. Nós estamos um pouco mais velhos, amamos essas coisas “old school”. Nós crescemos com ouvindo bandas como Pantera e Sabbath. Está simplesmente no nosso sangue, e nós não vamos vender o que acreditamos e cair em um abismo só para me juntar no que é considerado tendência hoje em dia.”

 

K: Pelo quê vocês foram inspirados liricamente?

M SHADOWS: ”Para te dizer a verdade, cara, eu não escrevi uma porra de palavra ainda. Isso vai acontecer. Eu vou simplesmente acabar escrevendo sobre caveiras e morte como sempre!”

 

K: Vendido! Nós vamos cobrar isso de você. Provavelmente este álbum vai estar sendo vendido no próximo ano?

M SHADOWS: ”Nós estariamos fazendo algo seriamente errado se o álbum não for vendido no próximo ano! E não posso dar uma certeza agora de quando ele vai estar disponível, mas nós estamos pensando em terminar de escrever antes das férias, entrando no estúdio em Janeiro, e vamos levando de lá. Esperançosamente será lançado no início do verão no mais tardar, mas você sabe como são essas coisas.”

 

K: Quando nós veremos uma performance ao vivo de vocês aqui no Reino Unido de novo?

M SHADOWS: ”De novo, está tudo no ar e ofertas de várias coisas estão começando aparecer agora. Mas o que eu vou dizer é que acho que estamos pensando em passar no Reino Unido e Europa primeiro dessa vez, então não deve demorar para estarmos de volta no seu caminho.”

 

K: Vocês já decidiram o estúdio e produtor?

M SHADOWS: ”Nada está decido, mas neste momento, minha primeira opção para produtor seria Mike Elizondo, que trabalhou no Nightmare conosco. Eu estava muito feliz na maneira como tudo saiu, e adoraria trabalhar com ele novamente, mas assim como muita coisa nesse estágio, é só mais uma coisa para ser mudada.”

 

K:  O que acha do desafio que  está  a frente para o Avenged Sevenfold neste álbum?

M SHADOWS: ”Bem, eu acho que nós sempre tivemos repercussão com todos os álbuns que lançamos. Provavelmente não mais do que quando nós lançamos o City of Evil. Nós estamos sempre interessados em evoluir nosso som e desafiar nós mesmos criativamente, mas nem todos estiveram tão dispostos para ver a gente desenvolver. Eu acredito que com o Nightmare, muitas pessoas praticamente nos deram um carona e a gente não teve o mesmo tipo de repercussão devido ao Jimmy e tudo, então eu espero que seja uma volta para o velho padrão desta vez. Para mim, é sobre simplesmente escrever o melhor disco que pudermos. O desafio é fazer isso sem que uma parte importante da banda esteja lá para adicionar seus pensamentos e idéias, para não mencionar as músicas. Pessoas estão falando sobre fazer esta ou aquela turnê, tocar neste local, falar com essa estação, conseguir as capas desta revista, fazendo qualquer coisa com o iTunes. Para mim, nada disso importa se você não escreve boas músicas, então é conseguir o melhor material que nós temos dentro de nós para este álbum e todas as outras coisas tomarão conta de si mesmas. Eu tenho a máxima, absoluta confiança de que faremos isso. Nós estamos fazendo isso!”

 

K: Como está sendo o envolvimento do Arin (Ilejay, baterista) escrevedo? Ele tem ajudado?

M SHADOWS: ” Ele tem escrito pequenos detalhes e adicionado uns toques aqui e ali. Ele faz a parte  quando ele é necessário. É legal e estranho, porque ele é mais novo que a gente, então ele vem com uma diferente perspectiva. Ao invés de crescer ouvindo Vulgar Display of Power ou trash metal, ele foi influenciado pelo The Rev e metalcore, então é fornecido uma idéia de fora praticamente. Ele é legal e está fazendo sua parte. Ele me faz me sentir velho pra cacete também!”

 

K: Então 2013 está tomando forma de um ano bem agitado para o Avenged?

M SHADOWS: ”Realmente vai ser. Mas eu estou incrívelmente orgulhoso do que estamos preparando. Eu sei que no fundo do meu coração o que estamos preparando é algo especial e que podemos nos manter de cabeça erguida por trás dessa nova música para o próximo ano e por muito tempo. Não faz sentido pegar a estrada e colocar todo sua energia em algo se você não acredita nisso com todo seu coração. O que é inspirador é a forma como este em todo mundo é e como despediu-se que todos são sobre fazer um disco novo quebrando tudo.!





Fonte: https://www.deathbatbrasil.com/especial/entrevista-especial/kerrang-a-maior-entrevista-com-m-shadow#ixzz2E8kwhm2a