Synyster para a revista alemã "Rock Hard"

17/09/2010 16:31

Synyster em entrevista para a revista alemã “Rock Hard”, falou sobre Jimmy, o processo de composição do “Nightmare” e a ajuda de Mike:

 

Logo no lançamento, o novo álbum do Avenged Sevenfold, “Nightmare”, ficou em primeiro lugar na Billboard americana. Mas a banda não tem apenas coisas pra comemorar, com a morte do baterista The Rev por overdose acidental de remédios em 2009. Eles acharam um substituto temporário com Mike Portnoy, ex baterista do Dream Theater.

Primeiro lugar é maravilhoso, não é algo que o guitarrista Synyster Gates esperava, ele fala conosco sobre isso.

Syn: Nós não esperávamos isso mesmo. Sempre fomos essa pequena banda de heavy metal underground. Estamos muito felizes agora, estamos no lugar certo na hora certa. É uma honra vender tantas cópias na primeira semana.

Vamos falar sobre algo menos animador. O desenvolvimento desse álbum foi interrompido pela morte de Jimmy.

Syn: Sim, a morte dele foi muito difícil para nós.

Jimmy morreu de overdose de remédios. Você sabia desse consumo?

Syn: Sim, eu sabia que ele tomava diferentes substâncias. Mas a quantidade nunca tinha sido alarmante, era mais aquela loucura que ele fazia as vezes, ele amava festejar. Se ele tivesse morrido em outra noite, vocês teriam achado outras substâncias no sangue dele. Ele não era um viciado, no máximo era um viciado pela vida. Ele estava celebrando naquela noite com os amigos, então ele não se trancou em um quarto e teve uma overdose de propósito. Foi falta de sorte que ele tenha morrido.

 

A morte dele mudou sua visão sobre drogas?

Syn: O resto da banda bebe bastante, mas nunca usamos drogas mortais, coisa que outras bandas fazem sempre. Nós bebemos e fumamos um pouco de maconha mas é isso. Sem ópio, metanfetaminas ou coisas do tipo.

Pelo menos Jimmy teve a chance de se imortalizar no “Nightmare”.

Syn: Você pode ouvi-lo cantar em “Fiction” junto com M. Shadows. Foi a última música que ele escreveu para esse álbum, mas a bateria foi feita toda pelo Mike Portnoy. Jimmy a tocou as linhas da bateria apenas uma vez, não teve tempo de trabalhar mais nelas porque estava muito ocupado escrevendo as letras. Não queríamos lançar desse jeito porque não iria fazer justiça à seu talento. Ele sempre foi um grande perfeccionista e não teria ficado bom o suficiente pra ser lançado.

Como a colaboração do Mike começou?

Syn: Imediatamente após a morte de Jimmy, Mike entrou em contato para oferecer suas condolências. Ele nos ligava quase todos os dias para dar apoio e conforto. Ele é um dos melhores bateristas do mundo e ídolo de Jimmy, então nem precisamos escolher.

“Nightmare” foi produzido por Mike Elizondo, que trabalhava com Eminem e Dr. Dre. Foi um desafio para ele fazer um álbum de metal?

Syn: Não, de jeito nenhum. Nós também ouvimos estilos diferentes de música como Country e Hip Hop e adoramos o trabalho dele. Ele nos deu confiança quando, na primeira reunião, falou sobre Pantera, Iron Maiden e Metallica por duas horas. Nessa mesma hora cancelamos qualquer reunião com outros produtores.

Quais são as diferenças entre “Nightmare” e o álbum anterior?

Syn: Acho que o “Nightmare” é mais “aventureiro” do que o anterior, exceto por “A Little Piece of Heaven”. Essa jornada nos levou de volta ao processo de composição de City of Evil. Queríamos fazer um álbum longo, variado e louco. Certamente as letras ficaram melhores do que no City of Evil, ficaram mais maduras, comparando ao City of Evil nós eliminamos alguns excessos. É fácil escrever uma música de onze minutos, mas é difícil fazer de uma maneira interessante.

O que os diferencia da maioria das bandas atuais de metal é que vocês focam em músicas e letras fortes e que ficam na cabeça. Hoje em dia a maioria das bandas só pensa em ser mais barulhentas, rápidas e pesadas.

Syn: Eu concordo totalmente, você observou muito bem. Muitas bandas querem ser assim, mas temos uma base diferente. Somos grandes fãs de Beatles, Led Zeppelin e Queen. Bandas que, tecnicamente não são de metal, mas escreveram ótimas músicas e experimentaram diferentes gêneros. Essa é a nossa inspiração, e sobre isso nós colocamos o metal. Mas a prioridade mesmo são as letras.

E sobre bandas alemãs, você ainda gosta de ouvir Blind Guardian?

Syn: Sim, eu amo essa banda. Sou um grande fã de Finnish e Sonata Arctica também. Essas são minhas preferidas.

Você já ouviu o novo álbum do Blind Guardian?

Syn: Não, desde quando está no mercado?

Desde o começo de agosto

Syn: Nossa, legal, preciso falar pros caras da banda, somos todos grandes fãs, quero muito ouvir.